quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Montmartre GSM

Há muito que ele ia dando sinais. Um após o outro. Sidonie estava tão ensonada, ou entretida, que nem se dignou a deitar-lhe a mão. A carregá-lo. Da mesinha de cabeceira, os sinais vitais eram tão sonoros quanto desesperantes. Lancinantes. Um deles, bem agudo aliás, seria o prenúncio do fim. Morreu. O telemóvel de Sidonie morreu antes das oito e trinta e sete da manhã. Foi ontem a enterrar em Montmartre.

2 comentários:

Miss M. disse...

Paz á sua alma. A vida continua !

João Lopes Marques disse...

Odeio escrever histórias tristes, mas têm sido a norma ultimamente...

Moleiro

Tinha aveia para o negócio.