segunda-feira, 30 de novembro de 2009

domingo, 29 de novembro de 2009

Cara-de-pau

Não tinha cara de espanhol. De italiano muito menos. Portuguesa, inglesa, grega ou francesa também não seria. Aliás, não a tinha mesmo: há demasiado tempo que Romeu havia perdido a face.

sábado, 28 de novembro de 2009

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Reino dos Ejos

Há muitos-muitos séculos, e numa terra muito-muito distante, existia um rei tão-bom-tão-bom que reinou muitos-muitos anos, pois os seus súbditos nele viam a encarnação do ideal da felicidade suprema. No tolerante Reino dos Ejos sempre prevaleceu uma tão rara quanto admirável harmonia. Pluralismo: os revolucionários tinham vermelhejos; os puritanos colocavam brancolejos; os idealistas entretinham-se com verdulejos; os românticos era mais rosalejos; os imigrantes ansiavam por pretolejos; os sonhadores sonhavam com azulejos. Mais notável ainda, todos aceitavam que só ao rei pertencessem os mais nobres de todos: os realejos.

Verdulejos

Que todos os ladrilhos da casa de banho seriam brancos, todos sem excepção, não restavam dúvidas. Bem mais complicada foi a parede da cozinha. E não me afastarei da verdade ao escrever que Natália hesitou: ainda pensou em azulejos, mas a sua paixão sempre foi o verde. Gabo-lhe o gosto: aqueles verdulejos clarinhos aportam muito mais esperança ao lar.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ovelhas ronhosas

Nunca em Vimiães se assistira a tão copiosa chuva de críticas. Enxovalho puro e duro. Se o apanharem a jeito no largo do coreto, aposto que até lincham o homem. Caramba, andará ele a roer mesmo o dízimo do seu rebanho? Desconfio que é por isso que agora lhe chamam "castor" Magalhães.

Citrus

O espremedor do Alvorpraia não quis ficar atrás nesse mítico Verão. Também deu brado, embora por motivos diversos. Infelizmente. Se exterminava as laranjas até ao(s) caroço(s), é que nem um fiapo sobejava, limitava-se a fazer tangentes às clementinas. Pior: era clemente com as tangerinas.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Corolário revisto

"Quando o cachorro está muito quente, até o café late." Nota: actualiza o famigerado, mas já pretérito, "Candelabro não morde".

PAR AVION

Desde miúdo que Laurent revelou uma enorme, inusitada, queda para os aviões. Tão alado facto de pouco lhe valeu. Foi sistematicamente chumbado nas entrevistas. Alguém lhe explicou, por fim, que lá nos céus as palavras contam ainda mais do que na terra: por muito genial que fosse o marselhês, faltava-lhe "talento aeronáutico". Quase a mesma coisa, certo, só que muito mais seguro.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Introdução ao verbo "Acabar"

Naquela noite, Agnes estava particularmente exuberante. A sua libido, e sobretudo os peitos rechonchudos, transbordavam na pista do Bonnie & Clyde. Ela pulava, e eles saltitavam, lindos, firmes e muito lambíveis. Priit aproximou-se sorrateiramente, como seria de esperar de um verdadeiro, genuíno, Homo Balticus. Agnes hesitou primeiro, só confessaria à terceira ou quarta caipirinha: tinha acabado com o namorado naquela noite. Priit ainda sorriu fininho, sentiu-se empolgadinho com a revelação, até se consciencializar de que seria o próximo. Terminou (acabou) de bruços.

Vida interior

Stephan comeu-o vivo, o que não foi, nem de perto nem de longe, a mais sábia das decisões. Opções. Teve de (con)viver com ele no bucho até ao final dos seus sofridos dias. Estranha criatura, aquela: Manfred adaptou-se muito bem e lá refez a sua existência nas entranhas do companheiro. Com certas (bastantes) limitações, evidentemente.

As duas sabrinas

A estatura de Sabrina inviabilizava outras opções: só podia calçar sabrinas. Menos mal que fintasse a compreensível frustração fantasiando noites inteiras com cavalheiros em sapatos de vela (de sola bem grossa). E isto, e será importante sublinhar, apesar de odiar fazer cera e ter muito medo de acordar chamuscada.

sábado, 21 de novembro de 2009

QI

O Tó-Mané era ainda tenra criança quando surgiu (sentiu) a primeira pontada. Aguda e ligeiramente acima do rim. A partir daí, desse maldito instante, as dores de burro nunca mais cessaram. Antes pelo contrário, e por vezes com desusada virulência. Mas a verdade é que o doutor Moraes nem repreendeu o seu paciente por ter adiado tantas décadas um diagnóstico. O QI de Tó-Mané nem os dois dígitos alcançava. Nunca o doutor Moraes se tinha deparado com embotamento tão doloroso.

Anelídeos

Escavava e escavava. E ainda escavava mais (tudo o que podia). Consumia-se na construção de túneis e galerias mirabolantes. Quanto mais subterrâneos, e compridos, melhor. E depois içava-se arrastadamente até à superfície, assim como quem não quer a coisa. E enrolava-se, e desenrolava-se, e imobilizava-se, e estrebuchava. Às vezes também se divertia a desenhar coreografias circulares. Ou estranhos ésses. Contudo, o que lhe dava mesmo prazer, prazer-prazer, era escavar. Escavar, escavar, escavar. E tudo recomeçava. Passava os dias nestas minhoquices.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Velho aforismo frísio

Contou-mo o meu bom amigo Simon e, mesmo com a fulana a relinchar furiosamente atrás do bar, julgo ter percebido bem: "É ao pé da pedra que o artista talha a obra; e a melhor obra só se talha com a pedra."

Zédu

Nunca pusemos em causa que o Zédu fosse um bom volante, só que sentia ponta àquela hora. O pior é que no domingo viu no trânsito um sinal. Nunca mais o conseguimos travar (nem valia a pena). Ontem viram-no na Brandoa. E o papá ainda não perdeu a esperança que o José Eduardo apareça pelo Natal.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A namorada

Se os amigos são para as ocasiões, foi precisamente naquela que Rafael se fez ladrão.

Os três gémeos de Odense

Eram os três gémeos, embora só outra coisa venham a ter em comum. Berthold caminhava a olhar para o chão, pois assim mais fácil se tornava tropeçar numa nota ou moeda perdida, quiçá num objecto ainda mais valioso. Bjørn projectava o olhar numa paralela ao chão, em frente é que era, só assim podia antecipar as novidades que se escondiam atrás da linha do horizonte. Bernt passeava-se boquiaberto a fitar as estrelas, cria numa que lhe iria indicar o caminho. Claro que nenhum teve mais sorte do que o outro. Somente a felicidade de morrerem na mesma tarde, e já quase na passagem de nível.

Desencontros

Se ninguém é profeta na sua terra, muito poucos são os génios no seu tempo. Especialmente aqueles que engarrafados vivem.

Etcétera

E assim, sem mais nem menos, terminámos uma relação de catorze anos. Como um fósforo que arde. "Porque cheiras muito mal da boca e etcétera", justificou-me Mariliis. Desconhecia ter assim tantos problemas, mas até compreendo os motivos dela.

Por este andar

Segundo os seus cálculos, terá visitado mais de setecentos apartamentos. Só degraus estima ter subido uns dois milhões. Nada. Raul insiste que é muito difícil sentir química por uma casa. Mas física já é bem diferente.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

El Matador

Guillermo era cabeleireiro de profissão, mas, ao fim e ao cabo, feitas bem as contas, cortava mais orelhas do que cabelos. Se era por prazer sádico ou se fruto do seu comprovado estrabismo, nunca ficou totalmente esclarecido. Isto já para não falar de uma tesoura ou outra que, de quando em vez, aparecia cravada no dorso dos clientes mais fiéis.

Cá em baixo

Nem me importo muito de ter vindo aqui parar. Lá em cima, a minha vida já estava mesmo um inferno. Só não adoro ter os pés acorrentados e que insistam em espetar-nos forquilhas no cu. A ventilação também poderia ser melhor, mas isso o senhor Diabo já nos garantiu que vai resolver para a semana.

Verve, ferve, verne

As últimas páginas da obra foram de todas as mais apetecidas. Saborosas. Alex sentiu-se embalado, tinha finalmente mão livre para descer. O problema é que não conseguiu levantar a calcinada tampa de esgoto aqui da rua (ninguém consegue). Típico. Deu meia-volta e, jogando-se para dentro do primeiro táxi, ouvimo-lo agora a rogar ofegante: “Uma viagem à terra do Centro…”

Hirsutismo

É que nem Aruba nem Bermuda (de jeito nenhum). O problema de Maria é que era hirsuta. Barbuda.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Tambor

Que lhe cheirava bastante a pólvora, era óbvio. Flagrante. Ardiam-lhe as narinas. Só nunca pensou que poderia matar um homem (ou mulher).

TGV

Pouca-terra, pouca-terra, pouca-terra... O comboio segue imparável. Imperturbável. Vai desembestado na sua linear marcha: pouca-terra, pouca-terra, pouca-terra... E, de facto, terra é o que não abunda ali. É natural, pois este é um expresso (e bem veloz, ou cafeínado, por sinal).

Cachorro frio

O Carlos quis voltar à vaca fria. Insistiu, forçou, impôs até. Mas Andreia fez-lhe a barragem possível. É que não mesmo. Outro cão naquela casa era filme em que não entraria. O Piloto ficara aquém das (suas) expectativas.

Meios e fins

Toomas gabava-se de não fazer as coisas por metades. O cruel destino que traçou para a sua esposa terá sido a excepção. Perdeu a cabeça.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

ProcrastiNação

Repetia a MAIÚSCULA para a minúscula: "Deixa estar. Caps uma coisa? Locks vê..."

Má onda

Maria era uma onda do mar. Ia e vinha. Que podia fazer? Obedecia à maré. Maria era uma onda do mar. Ia e vinha. Houve um dia, não obstante, que uma das ondas faltou. Era Maria que não vinha. Má onda? Fartou-se da sua própria espuma e recusa-se a engolir mais areia.

Klara

Apesar da ascendência checa, Klara diz-se portuguesa de gema. E deve ser mesmo verdade, ela sempre foi muito transparente (pelo menos connosco).

Taxidermia

Num caixão nem pensar. E cremado é que nunca mesmo. Adelino inclina-se antes para a taxidermia: nada mais natural para quem leva quase 30 anos de praça.

Dom Pixote

Muito falava Venâncio de seu projecto de 19 anos. Não desperdiçava uma oportunidade e a turma, sempre crédula e solidária, só o podia incentivar. Alguns de nós invejávamos sua peristência. Senti por isso grande choque quando Teresa me alertou não se tratar nem da sua nova lanchonete no Shopping da Barra, muito menos sua recém-adquirida fazenda no Sergipe. Nada disso. O projecto de Venâncio era afinal bem distinto. E na verdade não tinha 19 anos, pois nem 13 havia completado: era um pixote pernambucano chamado Robson.

domingo, 15 de novembro de 2009

Chumbo

Cresci com o meu soldadinho de chumbo. Mas agora que me mandaram para a puta desta guerra, só me resta meter chumbo nos soldadinhos. O tenente disse-me que até lhes faço um favor. Sei lá, já me estou a cagar. Só não gosto mesmo é do pivo nojento que se respira nesta trincheira de merda.

Infantilidades

Levou tanto tempo, mas é que tanto tempo, a tirar o capuchino da minha avó que ainda pensei tratar-se do lobo mau. Ainda bem que não investi demasiado naquela inútil desconfiança, a conversa à mesa estava mesmo boa. Cativante. Julgo que até chegámos a abordar as férias de Pinocchio na Madeira (Porto Santo).

Trem

As órbitas saltavam, soltavam-se dos olhos rasgados de Ryoto. Fosse já pouca a beleza das sakuras floridas, ou as neves resplandecentes cimeiras no Monte Fuji, era a muito mais de 300 quilómetros por hora que circulava já aquele magnífico comboio. “E agora imagina semboio”, observou Ryoto perante a estupefacção de Sayaka.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

2016

Pingo Doce: de Janeiro me rio a Janeiro (e ainda me estou a rir).

V

Norman nascera com um total de catorze dedos, embora apenas dois em cada mão. Era do tipo bem disposto, composto, e com ele gostávamos muito de passar os serões. O melhor, todavia, eram sempre as efusivas despedidas. Ele acenava-nos de tal maneira que víamos (líamos) naquilo um auspicioso sinal de vitória.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Armagedão

Há muito que os Maias vêm anunciando o fim do mundo para 2012. Já para os Azevedos será apenas em 2021. Começo a estar fartinha: nas assembleias de condóminos ninguém se entende.

Símios

Dentre todos os primatas (todos, mas foquemo-nos agora nos símios), são os macacos os que se cheiram mais à distância. Pelo seu comportamento bizarro e um tudo-nada atrasado, sem dúvida, mas essencialmente porque são filhos dilectos das nossas narinas.

Lili put them again

Não restam hoje dúvidas de que uma mulher com saltos de vinte centímetros, quinze que sejam, é uma baixa fraudulenta. Ou então anda a (re)ler As Viagens de Gulliver.

Turíngia

Tudo começou por causa do tísico do Schiller. Agora Nelson ganha a vida a traduzir Habermas o que ele gosta é mesmo Goethe.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Caridade

Aqui na paróquia não se fala de outra coisa: os Custódio começaram a enviar SMS só com 140 caracteres (o pai é que não). Os vinte sobrantes doam a instituições de caridade.

Carros suecos

Saab bem poder contar aqui novamente esta história: no dia em que comprei o meu velhinho Volvo, partiu-se-lhe o chassis. Claro que fiquei destroçado, mas a Ingrid foi mais racional. Aquietou-me. Fez-me ver que afinal era só o chassis. Agora, mesmo que um de vós me ofereça mil contos, não o devolvo.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Alentejo

Sem revelar quaisquer maneiras, levantou-se da mesa e abandonou a sala. Bateu forte com a porta, ainda com mais força do que dela seria de esperar. Uma precipitação, julgo: a verdade é que naquela noite (pelo menos naquela) ninguém sequer insinuara que Débora era de Évora.

Pónei

"Um pónei está para um cavalo como um golfinho para uma baleia", insistiu o Mendes indiferente à nossa indiferença. "Ou como um peru para um dinossauro", porfiou. Tive de lhe dar com uma ferradura na cabeça. Não gosto (e o Alex muito menos) que façam pouco de mim (nós).

Miúda...



Escusam de andar por aí à procura. A música que anima os serões de Argel e as matinées de Marselha está mesmo aqui. Khaled é grande.

Roma é Amor (II)



Para uma alvorada amorosa. Estes vídeos são imperdíveis. Obrigado, Raffaella.

Portugal de betão



A música que em 1974, e tal como Willy Brandt, inspirou a Terceira República portuguesa. Soares quedou-se com o primeiro, como é sabido, enquanto Cavaco adoptaria uma década mais tarde este brilhante "Autobahn". Levou-o à letra e assim estamos hoje: entre um socialismo de matizes híbridas e uma fúria asfaltista que alguns (cada vez menos, felizmente) confundem com liberalismo.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Corvidae

Era (e ainda sou) o orgulho da redacção. Que eu saiba, nunca até hoje dei uma gralha. Uma única que foce.

Nacionalismo

Ninguém notava sequer o rasgão no cotovelo. O remendo estava perfeito, perfeitinho, como seria de esperar. "Foi cosido à portuguesa", sussurrou-me Cândida com aquele sorriso virginal.

Pretérito imperfeito

Ele califórnia muito. Hoje em dia, nem por isso.

Martinho

Na manhã chuvosa em que se resolveu finalmente a traduzir a Bíblia, Lutero nem protestou. Estava mortinho por chegar a casa (castelo).

Basófias

Terminados em Coimbra os estudos em Direito, tornou-se notório que Agostinho só poderia ser notário. E ainda bem. De outra forma, estou convencido de que as coisas teriam dado para o torto.

Pantagruel

Ninguém em Donostia achava piada aos pintxos do chef Olazábal. Uma palhaçada, era o que se comentava: o que lhe teria dado para começar a servir as cristas de galo em palha assada?

domingo, 8 de novembro de 2009

Tosta mista

Diálogos como este começam a afastar-me do Facebook:
— Pode ser só tosta de queijo? É que não como carne...
— Como queiras... A carne aqui até é normalmente fraca. Mas desculpa-me, quando como queijo, esqueço-me.

Tributo a Hotaka

Como qualquer botânico perfeccionista (coleccionista), Hotaka veio até ao fim do mundo (Europa) só para conseguir uma flor-de-lis boa.

Guimarães

Já foi há muitos (demasiados?) séculos, mas desconfio que Afonso Henriques tinha um dom qualquer.

sábado, 7 de novembro de 2009

Thurman da Mônica

Mônica não perdia uma película com Uma Thurman. Uminha. Aliás, quando se sentava na sala já ia sempre bem aviada. Embriagada: podia assim ver Duas Thurman (ou Três).

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Lana caprina

E esfolámo-la, e usámo-la, e maltratámo-la. Era uma cabra. Mas basta, é uma história macabra.

A palmeira de Varsóvia



As palmeiras são todas parecidas, mas há umas mais diferentes das outras.

Noite branca

A conversa com o Cardoso marcou-a. Martelou-lhe a cabeça a noite inteira. E Sónia não conseguia mesmo dormir (pregar olho).

2007

O Godinho deixou-se engordar tanto nas férias de 2007 que no final do Verão tivemos de lhe acrescentar um érre.

Neve 2009/2010



É oficial: a época da neve está inaugurada em Tallinn. Este ano nem chegou assim tão tarde. Diria mais: chegou cedo de mais.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Quixotismos



De vez em quando gosto de ver estes finais épicos, alimentam o meu desbragado quixotismo. E quantos mais moinhos apanho pela frente, e são tantos, mais vezes regresso aqui. É a diferença entre o quixotismo manchego e o sebastianismo belenense.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Subcave

Deprimiu-se no dia em que se viu a dormir numa subcave. Abaixo do solo, ainda que ligeiramente, é que não. Não mesmo. Assim que pôde, cavou dali para fora. Ou melhor: subcavou.

Terceira vi(d)a

Entre a desbragada euforia com as mulheres da vida e a maquinal felicidade com a mulher da sua vida (Montse), Jordi optou pela salvação. Vive desde Janeiro numa gruta de Manresa. Ontem fui lá deixar-lhe cobertores.

domingo, 1 de novembro de 2009

O Pai Natal, segundo Matias

Confundia Tallinn com Vilnius, trocava Riga e Tallinn. Helsínquia e Rovaniemi nem sequer conhecia. Isto já para não falar da terrível (eterna) confusão entre Finlândia e Islândia, Estónia e Etiópia (ou Eritreia). Foi por isso que, de uma vez por todas, aconselhei Matias a pronunciar apenas "países nórdicos". Mas nem assim. Daí implorar-lhe agora uma frase curtita cada vez que abre a sua linda boquita. Apraz-me antecipar aqui que ele tem vindo a respeitar: "O João Nuno vive ao pé da terra do Pai Natal!" Com três anos e picos, não se pode exigir muitíssimo mais.

Suomi

Ainda não disse à minha mãe que me apaixonei por uma hospedeira da Finnair. Sempre que a vejo, sinto-me no ar. É como se estivéssemos nas nuvens; como se voássemos os dois bem juntinhos rumo à felicidade. Só tenho pena que ela não compreenda este textinho que lhe escrevi. E lamento profundamente que estejamos quase a aterrar. Alguém sabe como é que se diz "merda" (e bem alto) em finlandês?

Bananologia



É que tanta banana (e não só) tem o condão de me deixar abananado. Primeiro foi descobrir que a banana prata custa 4,00 euros o quilo. Depois que existe uma famosíssima "maracujá-banana", a tal que vêem na foto. Fascinante: a Madeira não é só do Jardim; é em si mesmo um jardim.

Moleiro

Tinha aveia para o negócio.