sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O Reino dos Ejos

Há muitos-muitos séculos, e numa terra muito-muito distante, existia um rei tão-bom-tão-bom que reinou muitos-muitos anos, pois os seus súbditos nele viam a encarnação do ideal da felicidade suprema. No tolerante Reino dos Ejos sempre prevaleceu uma tão rara quanto admirável harmonia. Pluralismo: os revolucionários tinham vermelhejos; os puritanos colocavam brancolejos; os idealistas entretinham-se com verdulejos; os românticos era mais rosalejos; os imigrantes ansiavam por pretolejos; os sonhadores sonhavam com azulejos. Mais notável ainda, todos aceitavam que só ao rei pertencessem os mais nobres de todos: os realejos.

2 comentários:

Rocío disse...

Con este has estado a punto de destruir mi militancia republicana :-)
Dan ganas de convertirse a la monarquía si, como recompensa, tuvieramos un rey que tocase música en realejos :-)

Adorei, á sèrio!

João Hartley disse...

Se não fosse há tantos-tantos anos, o Rei colocaria ao serviço do seu povo (e não súbditos) um Eléctrico chamado...Desejo.

Moleiro

Tinha aveia para o negócio.