quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Pendente pedante

Contorço-me. Rebolo-me. Esfrego-me diariamente na sua orelha esquerda, essa mesma que trespasso. Estando bem disposto, até sou capaz de lhe sussurrar algumas alarvidades (Kätlin sabe muito bem quais). Mas é uma senhora: finge nem escutar, tolera-me olimpicamente. Acessório, eu? Essencialmente, brinco. Brincamos.

7 comentários:

Iolanda Bárria disse...

:)

Manuela disse...

Hum....ela escuta.E gosta.
Tem até trilha sonora..pra brincar..

http://www.youtube.com/watch?v=it1NaXrIN9I

sónia disse...

Neste caso, pende-se mais para a homonímia o que pode ser perigoso! Há também uma leve suspeita de personificação que me diz que a coisa é mesmo uma brincadeira perigosa, todavia atraente.

Rocío disse...

Haverá coisa mais linda do que personificações e metáforas? Duvido :-)

Manu disse...

Ainda bem que tem a Rocío pra abrir os nossos olhos.
Ele começou até a sussurrar.Nem sempre...

Ética global disse...

Parabéns! Muito bom!
Carlos

ob disse...

Nasceu comigo, pende do meu centro e ainda consigo, independentemente de estímulos químicos, mantê-lo pronto para a sua função primordial, além de brincadeiras adicionais. Gozando de boa saúde, considero a minha cabeça, pedantemente, o meu maior bem.

Moleiro

Tinha aveia para o negócio.