Esta semana, na edição gratuita do "Voz de Zamora". Mas fiquem com o texto em formato mais legível:
Quando menos é mais
João Lopes Marques
Como tantas coisas na vida, os microcontos são filhos da frustração. Ou a sua expressão. A sempiterna falta de tempo para ler, certo, mas sobretudo a impossibilidade de contar todas as histórias que nos (me) atropelam a mente.
O espírito.
Vão e vêm. Fluem, e quantas vezes do nada. No duche, à mesa, na piscina, para retardar o orgasmo. Começo a crer estarem para a escrita como um penálti (injustificado) para o futebol. Não temos de armar jogo, basta chutar bem. Que nos ponham a bola na marca, pois.
Mas a frustração. Convenhamos: a sofreguidão das grandes narrativas, dos romances, também desajuda. São nobres e aglutinadores. "Que história vem a ser esta dos microcontos?", questiona-se o autor, e muito legitimamente. É que nem haiku nem palavras cruzadas, muito menos poesia — é que nem sequer rimam.
"E porquê rimar?", vo…