terça-feira, 29 de março de 2011

A new baby is coming


The launch will be at Hell Hunt, 31st March, from 18h30. And you'll be very welcome, of course. For further details click here.

sábado, 26 de março de 2011

A era muda hoje



Odeio politizar o circo, mas de vicioso este discurso tem pouco. Chega tarde, mas com a dignidade possível. Este domingo muda a era.

Maria no Céu

Quem diria? Aqui no Céu todos nos tratamos pelo apelido. Ainda há pouco tomei café com o espírito Santos. Muito boa gente.

sexta-feira, 25 de março de 2011

A concha e as suas circunstâncias

Concordarão que este texto é mesmo uma pérola. Se mo permitem, vou repetir ostra vez: "Concordarão que este texto é mesmo uma pérola. Se mo permitem, vou repetir ostra vez."

quinta-feira, 17 de março de 2011

Tobleronia



The country where Estonian sexy girls meet triangular cuckoo pensioneers.

King Lion



Forevergreen.

One generation ago

We were all too young. But subtitles in Dutch already existed.

Good energy to Japan

Por Kurro, tudo

As coisas com que um gajo se depara.

Filipe Araújo, Março de 2011.

Tragédia

Assentava-lhe muito bem nos ombros e nem foi preciso fazer baínha. Sim, doravante aquele seria o seu fado escuro.

Pirâmide pervertida

Quem não tem unhas
Não toca guitarra
Quem tem
Viola
...

sábado, 12 de março de 2011

Estónia saiu à rua



Manifestação simbólica em Tallinn, esta tarde, em frente à Embaixada de Portugal.

O meu 12 de Março



Como esquecer? O meu primeiro estágio começou num 11 de Março. "O meu 11 de Março", como sempre gostei de brincar. Estávamos em 1995 e passaram-me uns takes para fazer uma breve sobre a Irlanda do Norte. Antes, estivera oito meses em casa à espera de uma resposta. Um talvez que fosse. Tinha acabado o curso de Relações Internacionais e tinha a ideia fixa de me tornar jornalista. Interessante idiossincrasia do sistema, a minha faculdade não tinha quaisquer ramificações com o mundo profissional. Nem um Erasmus consegui fazer, credo, como era complicadinho nesses tempos. Depois ainda estagiei um ano de borla no Diário de Notícias até me atirar para um curso de formação profissional no Cenjor. Um ano com uma bolsa de 37 contos e desemboquei no Público, a recibo verde, naturalmente. Hoje, 16 anos depois, estabelecido como freelancer e decidido a manter-me assim até mais não poder, vítima de uma portugalite que me auto-impôs Tallinn como casa, sinto algum alívio. Porque se passaram 16 anos e a teimosia tem compensado, porque pressinto um recomeço: este é também o meu 12 de Março. Há uma geração de portugueses onde eu finalmente me revejo. Em quem acredito. Eu tenho 39 e eles 31. Ou 18. Ou 23. A precariedade começou há muito e em Portugal bebe quase sempre do mesmo: o pensamento oligárquico das pseudo-elites. Vivem no preconceito, são tranversais ao sistema e têm essa característica tão latino-americana de se eternizarem lá por cima, de cavar assimetrias enquanto fomentam clientelismos. O seu pensamento fraco obriga à ruptura.

Mais do que um 12 de Março, este é um doce de Março no qual vou tentar idealizar um Portugal

  • Com menos betos que só dão um beijinho
  • Que viva menos das aparências
  • Onde as ideias válidas usurpem a praga das cunhas
  • Onde o empreendedorismo compense
  • Com pelo menos um político em quem valha a pena votar
  • Que cultive a meritocracia
  • Que não se aproveite dos mais fracos
  • Que deixe de favorecer bancos, construtores e clubes de futebol
  • Sem medo do presente e muito menos do futuro
  • Global
  • Livre da máfia da Beira Baixa
  • Menos cinzento
  • Mais optimista e com menos fados familiares
  • Com menos títulos e apelidos
  • Onde as televisões e respectivos comentadores sejam postos no devido lugar
  • Com ambição e vontade de se instruir
  • Que prefira a qualidade à quantidade
  • Onde os chico-espertos passem a respeitar a fila do autocarro
  • Com casas com menos humidade
  • Onde as marquises e os prédios devolutos sejam a excepção
  • Com menos Sportingues-Benficas ou Portos-Lisboas
  • Que tenha justificado orgulho em si.
É 12 de Março e há uma tempestade de neve em Tallinn. Oxalá a de Lisboa, mais logo, seja tão romântica e luminosa. Hoje é um desses dias bissextos em que tenho muita pena de não poder estar aí. De estar convosco, pá.



terça-feira, 8 de março de 2011

Mar sereno

Da fleuma do comandante Wilders já tínhamos aqui dado conta. Mais notável foi a sua (recente) proeza de cruzar o Atlântico sem nunca levantar ondas. Uminha.

domingo, 6 de março de 2011

Dentes de Viljandi

A língua portuguesa está mesmo em maré alta na Estónia. E não só a língua, agora também os dentes. Ao ponto de em Viljandi tropeçarmos hoje em clínicas dentárias cujo o nome é... "Dentes A&E".

Haiku de merda

Levava uma Fuji, Mas do monte fugi, Sim, do Monte Fuji.