domingo, 4 de setembro de 2011

Fado brasileiro

10 comentários:

ob disse...

As mesmas ondas que nos impulsionam a frente, tornado-se um pouco mais agitadas, pode nos levar ao fundo do mar. Mas navegar, é preciso...

João Lopes Marques disse...

E às vezes devagar também é preciso, Ob. Ou Séneca no coração: de nada nos serve o vento se não soubermos a direcção.

José Lopes Marques disse...

Cumprimento-te,Ob. Aprecio a tua estilística e ainda mais a tua conclusão: Navegar, é preciso...

Navegar, é o mais fantástico desafio do Homem. Desafio de ética e de estética, de ousadia e de medo, de imaginação e de constrangimentos.
Fitar o horizonte navegando, supera a conquista da montanha ou a desbravante emoção do avanço na floresta.

Não é por acaso que o conceito e o termo oriundo dos navegadores , ganhou,como nenhum outro,múltiplos "transferes" na sociedade actual. Hoje, navega-se no espaço em aeronaves,navega-se no "éter" com pequenos instrumentos de bolso.
NAVEGAR É PRECISO...

(Tenho de referir que a minha formação como homem, deve muito a 20 anos (diários)no mar,com as mãos algumas vezes em sangue, mas, sempre, sempre, repletas de calos).

Manu disse...

Navegar é sempre preciso, com uma grande onda ou com uma marolinha...

ob disse...

Que dado primoroso, João! Conhecer a linguagem do mar é perceber que, apesar das crispações visíveis, ele mantém a sua identidade abissal. Pelo que posso depreender, o mar lhe trouxe calosidade às mãos, suavidade à alma...

Austra Lopes Pithecus disse...

Eu e os meus pares, ainda não conseguimos chegar ao sonho,
navegando. Reclamamos, porém,a descoberta da navegação. Agarrados ou sentados num simples tronco de árvore, deslizamos flutuando pelos rios. Não temos espaço para sonhar nem para enxergar o horizonte. Sobrevivemos, apenas. Mas temos espaço para admitir que este foi o princípio de todas as coisas fantásticas que a navegação moderna oferece aos homens de hoje.

sónia disse...

Impossível resistir a Elis... Maravilhosa!
Dava jeito que as ondas não fossem tão violentas como por vezes são.

Anónimo disse...

Na verdade, a origem dessa célebre frase é atribuída a Pompeu, segundo Plutarco. Segundo esse autor latino, Pompeu proferiu-a como uma incitação aos marinheiros, que estavam receosos de partir devido ao mau tempo que se apresentava na ocasião. Lógico que ele disse em bom latim: [b]"Navigare necesse est, vivere non est necesse."[/b]

Mas é inegável que ela tem o poder de traduzir muito do espírito lusitano.

João Lopes Marques disse...

Obrigado por esta viagem pompeia até Plutarco.

Austra Lopes Pithecus disse...

Bem notado, caro Anónimo. Essa exacta frase de Pompeu(106-48 a JC), está inscrita no Porto de Villefranche-Sur-Mer, dando as boas-vindas aos navegantes.
Neste exacto local,numa anseada mesmo ali "aos pés" do Mónaco, ocorreu , curiosamente, em Junho de 1538 o desembarque conjunto de Carlos V e do Papa Paulo III para assinarem a trégua de Nice com François 1º Rei de França.
A mesma anseada, abrigou ainda, os porta-aviões americanos das forças aliadas,na preparação as suas ofensivas na 2ª Guerra Mundial

"NAVIGARE NECESSE EST, VIVERE NON NECESSE..."

Moleiro

Tinha aveia para o negócio.