quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Pessoa errada

Era um tipo bastante discreto, porventura excessivamente. Demasiado até. Na verdade, muito poucos reparavam nele. Pouquíssimos ou quase nenhuns. Ninguém mesmo. E se o vissem, ou avistassem, que não é coisa muito diferente, tê-lo-iam ignorado... Credo, agora que falamos nisso, dá-me até a ideia que o tipo não existe. Claro que não existe. Desculpem, foi confusão minha. O que eu queria era falar de outro. Daquele tipo ainda muitíssimo mais discreto.

2 comentários:

Rocío disse...

Muito receio que, nestes tempos malucos tão virados para egocentrismos, não exista nem o discreto nem, muito menos, o muitíssimo mais discreto.

helena frontini disse...

Um adjetivo que dificilmente se pode colocar ao lado do ser humano.

Moleiro

Tinha aveia para o negócio.