quinta-feira, 28 de março de 2013

quarta-feira, 27 de março de 2013

Ainda a "Pax Germanica"

Não me canso de "postar" este lúcido texto do Viriato Soromenho Marques. Há três anos que tem sido o meu argumentário nas conversas, por vezes acesas, com os que me estão próximos. Ou não. Por vezes ocorre no café, no avião, no sofá de um amigo do amigo, na Internet. As analogias com o Holocausto são feias, doem, cheiram a carne assada, mas são pertinentes. A verdade é que eu e a minha família nuclear adoptámos um boicote à Alemanha, que mantemos. Começámos em 2011 e é a nossa forma de protesto pacífico contra esta "Pax Germanica". Como europeus, a minha mulher estónia e eu português, a filha uma coisa e outra, a minha, nossa, paciência vai-se esgotando. Não, não é preconceito anti-alemão. Nada disso. É apenas uma constatação do que o país mais central, mais populoso e mais industrializado da Europa quer impor aos demais. Um "diktat" tão cego quanto conveniente alicercado em conceitos e preconceitos morais que manipulam a realidade e minam toda e qualquer noção de eurodiversidade. Em Outubro estivemos algumas semanas na Turíngia e de lá saímos (fugimos) chocados: o alemão normal, banal, eleitor da CDU, leitor do "Bild" ou nem por isso, o mesmo que acha que pode finalmente mandar no Continente inteiro, nem sequer sabe o nome da rua ao lado. Por incrível que pareça, e generalizando, falta à maioria dos alemães esse dever cívico de se interessarem pelos demais. Pelo que está fora da sua zona de conforto. É uma questão de psique. Cultural. Todas as atrocidades cometidas, e vão-se acumulando na História, bebem deste desinteresse selectivo e tacticista. Como europeus, devemos aproveitar para reflectir sobre erros próprios (muitos), mas jamais tolerar e muito menos perdoar a estupidez alemã. No que me toca a mim, à Age e à pequenina Agnes, continuaremos a bater-nos e a gritar bem alto. Sim, esfregarei o Holocausto na cara dos alemães e germanófilos até que a voz me doa. Está longe de ser um exclusivo hebraico. Aqui não há tabus — desculpem-me, mas é que cheira mesmo a carne estufada. Para que conste: não faremos parte deste cozido. Cá em casa jamais aceitaremos a Pax Germanica que nos querem impor. Doa o que doer. Pronto. Ponto.

terça-feira, 26 de março de 2013

Falar para o boneco

Quantas vezes não tive eu de explicar a Kelly que dormir a sonhar e sonhar em dormir é bastante diferente. Desisti. Mas admito que de uma girafa de peluche não se pode esperar muito mais.


sexta-feira, 22 de março de 2013

A caminho de casa

E pronto. Assim embarcámos para o último troço da viagem. A verdade é que, quando se regressa da Austrália, o Dubai é uma espécie de Alcácer do Sal.

Haiku de merda

Levava uma Fuji, Mas do monte fugi, Sim, do Monte Fuji.