domingo, 29 de dezembro de 2013

A teoria da luva única

Já alguém se perguntou por que razão uma luva perdida aparece sempre enquanto duas juntas é uma absoluta raridade? Bem-vindos à teoria da luva única. A resposta: porque duas luvas perdidas, juntas e se parecidas, iguais mesmo, um parzinho, sempre podem ser calçadas. Daí que a luva única, exposta em local público, e bem visível, sirva de compromisso, algures entre a frustração de não ser um belo conjunto e o dever cívico da devolução. É assim o ser humano, odiamos as metades. Queremos completude. Harmonia. O tudo ou nada. Adão e a sua costela. Claro, o mesmo postulado poderia ser vertido à teoria do guarda-chuva com varetas de fora, outra das vítimas do abandono racional. Selectivo. Mas essa fica para a próxima, assim mo permitam.

2 comentários:

Clara Amorim disse...

Sim, Génio! Claro que permitimos...!

Rocío disse...

Permitimos e até esperamos com impaciência porque... Se agora desenvolveste a teoria da luva única ter qualquer coisa a ver com Adão e a sua costela, a teoria do guarda-chuvas com varetas de fora promete um interessante (e dramático?) desfecho

Moleiro

Tinha aveia para o negócio.