quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Armagedão

Há muito que os Maias vêm anunciando o fim do mundo para 2012. Já para os Azevedos será apenas em 2021. Começo a estar fartinha: nas assembleias de condóminos ninguém se entende.

Símios

Dentre todos os primatas (todos, mas foquemo-nos agora nos símios), são os macacos os que se cheiram mais à distância. Pelo seu comportamento bizarro e um tudo-nada atrasado, sem dúvida, mas essencialmente porque são filhos dilectos das nossas narinas.

Lili put them again

Não restam hoje dúvidas de que uma mulher com saltos de vinte centímetros, quinze que sejam, é uma baixa fraudulenta. Ou então anda a (re)ler As Viagens de Gulliver.

Turíngia

Tudo começou por causa do tísico do Schiller. Agora Nelson ganha a vida a traduzir Habermas o que ele gosta é mesmo Goethe.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

Caridade

Aqui na paróquia não se fala de outra coisa: os Custódio começaram a enviar SMS só com 140 caracteres (o pai é que não). Os vinte sobrantes doam a instituições de caridade.

Carros suecos

Saab bem poder contar aqui novamente esta história: no dia em que comprei o meu velhinho Volvo, partiu-se-lhe o chassis. Claro que fiquei destroçado, mas a Ingrid foi mais racional. Aquietou-me. Fez-me ver que afinal era só o chassis. Agora, mesmo que um de vós me ofereça mil contos, não o devolvo.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Alentejo

Sem revelar quaisquer maneiras, levantou-se da mesa e abandonou a sala. Bateu forte com a porta, ainda com mais força do que dela seria de esperar. Uma precipitação, julgo: a verdade é que naquela noite (pelo menos naquela) ninguém sequer insinuara que Débora era de Évora.

Pónei

"Um pónei está para um cavalo como um golfinho para uma baleia", insistiu o Mendes indiferente à nossa indiferença. "Ou como um peru para um dinossauro", porfiou. Tive de lhe dar com uma ferradura na cabeça. Não gosto (e o Alex muito menos) que façam pouco de mim (nós).

Miúda...



Escusam de andar por aí à procura. A música que anima os serões de Argel e as matinées de Marselha está mesmo aqui. Khaled é grande.

Roma é Amor (II)



Para uma alvorada amorosa. Estes vídeos são imperdíveis. Obrigado, Raffaella.

Portugal de betão



A música que em 1974, e tal como Willy Brandt, inspirou a Terceira República portuguesa. Soares quedou-se com o primeiro, como é sabido, enquanto Cavaco adoptaria uma década mais tarde este brilhante "Autobahn". Levou-o à letra e assim estamos hoje: entre um socialismo de matizes híbridas e uma fúria asfaltista que alguns (cada vez menos, felizmente) confundem com liberalismo.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Corvidae

Era (e ainda sou) o orgulho da redacção. Que eu saiba, nunca até hoje dei uma gralha. Uma única que foce.

Nacionalismo

Ninguém notava sequer o rasgão no cotovelo. O remendo estava perfeito, perfeitinho, como seria de esperar. "Foi cosido à portuguesa", sussurrou-me Cândida com aquele sorriso virginal.

Pretérito imperfeito

Ele califórnia muito. Hoje em dia, nem por isso.

Martinho

Na manhã chuvosa em que se resolveu finalmente a traduzir a Bíblia, Lutero nem protestou. Estava mortinho por chegar a casa (castelo).

Basófias

Terminados em Coimbra os estudos em Direito, tornou-se notório que Agostinho só poderia ser notário. E ainda bem. De outra forma, estou convencido de que as coisas teriam dado para o torto.

Pantagruel

Ninguém em Donostia achava piada aos pintxos do chef Olazábal. Uma palhaçada, era o que se comentava: o que lhe teria dado para começar a servir as cristas de galo em palha assada?

domingo, 8 de Novembro de 2009

Tosta mista

Diálogos como este começam a afastar-me do Facebook:
— Pode ser só tosta de queijo? É que não como carne...
— Como queiras... A carne aqui até é normalmente fraca. Mas desculpa-me, quando como queijo, esqueço-me.

Tributo a Hotaka

Como qualquer botânico perfeccionista (coleccionista), Hotaka veio até ao fim do mundo (Europa) só para conseguir uma flor-de-lis boa.

Guimarães

Já foi há muitos (demasiados?) séculos, mas desconfio que Afonso Henriques tinha um dom qualquer.