terça-feira, 9 de março de 2010

Despojamento

Começou por vender os anéis. Arrancou as unhas e só depois esfolou a pele. Seguiram-se os dedos, o polegar o primeiro deles. O mindinho, esse, foi despedido por um cutelo. O resto é uma sequência mórbida e desinteressante. Sabe-se apenas que hoje também é perneta.

9 comentários:

Iolanda Bárria disse...

Por este andar, o CV2 vai estar recheado de pernetas,gente acidentada e esfolada. Como este "ele", coitado, que até vendeu os anéis...

:)

João Lopes Marques disse...

Prometo criar uma quota para pernetas, manetas e outros mutilados.

Manuela disse...

Deve ter cortado em pedacinhos a alma...alimentou o diabo..;))

Manuela disse...

Deve ter cortado em pedacinhos a alma...alimentou o diabo.

Manu disse...

Despojar-se de coisas materiais, às vezes, é muito bom. Podemos sentir o quanto somos insignificantes.E tentarmos ser melhores.Ser e não ter.

Sofia disse...

Depois de ter ouvido, ontem, um relato de estudantes em morgues a estudar músculos, gordura balofa e morta, esse "se" deixa-me sem pinga de sangue...

João Lopes Marques disse...

referes-te à partícula apassivante, portanto...

Manu disse...

apassivante..hahah

Sofia disse...

refiro-me ao sujeito passivo e à sua pacificidade...

Moleiro

Tinha aveia para o negócio.