Ao imperador, a esse pirómano inveterado — e invertebrado —, muitos patrícios já chamam "um Nero à esquerda". Agora, aqui em Roma, todos clamam por um césar às direitas.
Um dos meus delírios favoritos e talvez uma das inspirações para Terra Java . Para minha surpresa, ouvi este mesmo Diogo Soares hoje no Café Europa, em Viena. Dia ganho, portanto.
Meteu os pés pelas mãos, não sei como fez aquilo, e ainda forçou um bocadinho, ou um bocadão, até ficar totalmente do avesso. Curioso, andava há meses a tentar convencê-lo a meter as mãos pelos pés, mas Dario garante-me que assim se sente mais confortável. A gosto.
Do "ovo" para o "voo" é muito fácil, canja mesmo, assim esteja o vê disposto a voar. Ou melhor: assim esteja o nosso vê disposto a tão acrobático flick-flack à retaguarda. Mas sim, já lá o temos. Ora reparem: "voo", e sem circunflexo, como bem podem constatar. Conferir.
Embora ninguém acredite em mim, garanto-vos que era mesmo um elefante. Invisível? Pronto, está bem. Mas tinha — e isso vi com estes olhinhos que a terra há-de comer — tinha uma enorme tromba de água.
Primeiro, calçou as chuteiras meticulosamente. Só depois chutou Laura para fora de casa. A ela e às suas nojentas pitons. Carlitos já não ia mais à bola com tanta mania.
Comia com vagar e paciência. As primeiras seis colheres eram canja. A sétima já era diferente, mas até à décima chegava sem grande esforço. As duas derradeiras, talvez pela canela, ou pelas raspas de limão, essas, eram já um verdadeiro suplício. Martírio. Que não restem dúvidas, porém: aqui na rua, Quim sempre foi o campeão do arroz 12.
"O quê? O jornal ali à mão de semear, no meio da rua? E ainda esperam que depositemos dois euricos na ranhura? Devem é estar a mangar connosco..." Pois em Viena — Viena de Áustria — parece que dá mesmo. O civismo também pode ser uma coisa bonita.
Vá lá, apesar da tradução (portuguesa) da tradução (francesa) da tradução (estónia) do inglês original, o texto existe e é legível. Sai este mês no Courrier International . Às vezes fico espantado com a força de certas ideias. Sobrepõem-se à aparente incomunicabilidade.
Após o divórcio de Joan e Todd foi cada um para seu lado. Não sem com alguma azia: ela emigrou para a Maelásia, ele mudou-se para a Pailândia. Os dois mais pequenitos, esses, foram estudar para as Filhipinas.
Os meus azares, e os do Renato também, começaram na noite em que petiscámos aquelas duas enormes sapateiras na Velha Goa. Agora só vemos a vida a andar-nos para trás.