Queria ser escritor, chegou a publicar uma pequena novela, mas passou anos a fio escrever notas de falecimento em um jornal local. Criativo, nunca a morte ganhou formas tão diversas de ser retratada. Com o passar do tempo, essas notas foram tornando-se cada vez mais eloqüentes, a medida que seus amigos mais chegados se iam embora. Ontem foi a hora dele. Desprevenido, deixou para outro o mister desse encargo, que no mesmo periódico que redigia, sapecou simplóriamente o seu nome e as datas de luz e cruz.
Dado que o conceito dá para os dois géneros, presumo eu, que era um quadro de saias, que, ao postular-se na garagem, tirou as ditas para inspirar os pintores, alegrar os mecânicos e animar os bate-chapas.
Foi interessante (e interessante é uma palavra interessante). No dia em que saí à rua com suíças tive de passar por casa do Óscar para uma sueca com estas mesmas canadianas. Ou melhor: com as canadianas amparando-me a mim e às suíças. Felizmente que não são mutuamente exclusivas.
A língua portuguesa está mesmo em maré alta na Estónia. E não só a língua, agora também os dentes. Ao ponto de em Viljandi tropeçarmos hoje em clínicas dentárias cujo o nome é... "Dentes A&E".
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