Duas tristes bestas pavoneando-se numa colina de Lisboa
Muitos já me questionaram quem é aqui o pavão e, para os que mais profundamente me conhecem, indivíduos anormalmente possuídos de uma tremenda sensibilidade e bondade pelo Outro, bem sabem que eu também não sei quem é aqui o pavão. Provavelmente, dois pavões surgem na foto anexa, o que é pena, pois tamanho exercício etológico retira protagonismo um ao outro. Um desperdício, até porque defender as portas do Castelo de São Jorge, esse lugar mítico, tem um nome: Martim Moniz, esse ímpar e wikipédico mártir cristão: "Ao perceber o entreabrir de uma porta no Castelo dos Mouros, atacou-a individualmente, sacrificando a vida ao atravessar o seu próprio corpo no vão da mesma, como forma de impedir o seu fecho pelos defensores. Esse gesto heróico permitiu ganhar o tempo necessário à chegada dos seus companheiros, que assim conseguiram penetrar o castelo."
Foi interessante (e interessante é uma palavra interessante). No dia em que saí à rua com suíças tive de passar por casa do Óscar para uma sueca com estas mesmas canadianas. Ou melhor: com as canadianas amparando-me a mim e às suíças. Felizmente que não são mutuamente exclusivas.
A língua portuguesa está mesmo em maré alta na Estónia. E não só a língua, agora também os dentes. Ao ponto de em Viljandi tropeçarmos hoje em clínicas dentárias cujo o nome é... "Dentes A&E".
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